Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

O Estudante Universitário dos nossos dias

Um estudante do ensino superior de Braga, segundo consta, matou um senhor de 60 anos. Segundo me disseram, o jovem pediu um cigarro, que lhe foi negado. Não sei se houve alguma resposta menos correcta do senhor, mas nada justifica o empurrão que sofreu que o fez bater com a cabeça no passeio, originando assim o seu falecimento uns dias depois.

Logo se ouviu e ouve a típica frase “ainda para mais, estudantes universitários!”

Eu estou completamente de acordo, mas estas situações não me admiram. Digo estas porque são muitos os casos criminosos, conhecidos e não conhecidos, perpetrados por estudantes do ensino superior.

E porque é que isto acontece? Simples e passo a dar o meu ponto de vista. Antigamente, nos tempos do meu pai, havia uma característica comum a maior parte dos estudantes universitários. Não, nesta altura já não era apenas a questão monetária ou o pertencer a classe social média/alta, pois o ensino nos anos seguintes ao 25 de Abril já abrangia pessoas de todas as classes sociais. Senão o meu pai, filho de um simples agricultor e durante alguns anos emigrante na Alemanha não teria seguido o percurso universitário.

O que distinguia o aluno universitário naquela altura, era o seu grau de formação, de educação, de civismo. Só bons alunos conseguiam aceder ao ensino superior. Apenas jovens que passaram os seus anos de secundário a estudar (e alguns a trabalhar) é que acediam ao patamar superior do ensino.

Hoje em dia o aluno universitário é completamente diferente. Verdade que também os há como antigamente, estudiosos, aplicados, bem formados. Mas o problema não são estes. O problema é que o ensino superior abriu as suas portas a qualquer um, na sua globalização desmedida.

E quando digo qualquer um, incluo aqueles labregos, que nunca pegaram num livro, que não sabem ler nem escrever sequer uma frase sem dar um erro, faltaram às aulas durante o secundário, não conhecem as regras da boa educação, não respeitam as normas do bom civismo. Podem dizer que estou a ser duro…não acho. Gosto é de chamar as coisas pelos nomes. Temos uma grande percentagem de alunos no ensino superior, que nos anos dos nossos pais não conseguiriam sequer o 9º ano. São incultos, mal-formados e mal-educados, analfabetos (não considero analfabetismo apenas o não saber ler e escrever, mas sim a incapacidade de se analisar o que se lê e escreve). São tudo o que uma pessoa de estudos superiores não deveria representar. Mas acreditem, eles entram nas universidades sem pegar num livro…e atrevo-me a dizer que alguns saem de lá com canudo na mão de igual modo. Vão para a universidade para poderem ter 5 anos (média, caso façam os cursos nos devidos anos) de borga, longe dos olhares paternos.

Fui estudante universitário e diverti-me…mas também estudei, apliquei-me e sai de lá uma pessoa ainda mais bem formada do que entrei. Mesmo assim reconheço o tal facilitismo a que me referi.

Antes, os nossos pais pagavam as propinas e mesmo assim tinham que estudar a sério para acabarem. Hoje em dia não, paga-se o curso. Acabá-lo é quase como um “direito” adquirido a partir do momento em que se entra…quando devia ser um dever de cada um!

Por isso não me admira que alunos universitários cometam actos criminosos como o que foi acima referido.

Sinto-me: ...
Roído por Queijo Jeitoso às 13:14

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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

IKEA

Há uns tempos atrás fui com uma prima minha ao IKEA, num sábado à tarde…só por aqui, dá para ver a enorme estima que tenho por esta minha prima!

Admito que já lá tinha ido uma vez, a meio da semana, e logo dessa vez tive que ligar para o 112 para enviarem uma equipa de resgate para conseguir sair de lá, uma vez que não dava com a saída!

Contudo, desta vez foi diferente, uma vez que o sentido IKEA da minha prima é deveras apurado, melhor que um GPS! Por isso não nos perdemos, foi só não perde-la de vista e sai de lá como saí, descansadinho da vida.

Deste modo, e tendo em conta que não fui em busca de nada em específico, aproveitei para ver com outros olhos “uma tarde de Sábado no IKEA”!

É engraçado este fenómeno do IKEA, uma espécie de peregrinação religiosa aos móveis! Aquilo está tudo muito bem organizado, sem dúvida alguma. Tudo separado por divisões de casa (cozinha, sala, wc, quartos), não há cá misturas!

E é vê-las a elas, num corrupio a ver quais as melhores aquisições para a sua casa de modo a torná-la única, mas escolhendo artigos iguais aos presentes em inúmeras casas deste Portugal …e mesmo de Espanha! Acho que as mulheres se tornam profissionais em IKEA. Eu fui lá 1 vez e perdi-me. Fui lá e não percebi patavina de como funciona o sistema de aquisição das coisas. Elas vão lá, até podem ser um desastre em orientação, mas entram e saem como se nada fosse, têm as folhas para seleccionar as coisas que querem comprar como se fosse um livro sagrado, parecem umas autênticas avaliadoras de imóveis!

E depois olho para o outro lado e estão lá os homens, ou melhor dizendo, maridos, namorado (no meu caso primo, mas fui um caso à parte) sentados nos sofás e cadeiras, como quem está a experimentar o que querem comprar! Nada mais errado, eles mal entram ficam logo cansados de olhar para tanta coisa e sentam-me na primeira oportunidade! Basta olhar para a cara de enfado deles, diz tudo!

Meus caros, deste modo só posso concluir uma coisa…o IKEA foi definitivamente uma coisa feita a pensar nelas…é que nem umas suecas para amostra põe lá!

 

Sinto-me: Sociólogo
Roído por Queijo Jeitoso às 17:29

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