Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Tempo

Neste momento vou fazer algo que não fiz até agora…escrever a pedido de alguém. É uma maneira dos leitores verem que estamos abertos a novas ideias e desafios, aceitando sugestões vossas. A pessoa em causa, uma amiga, pediu-me para falar no “tempo”, uma vez que na opinião dela escrevo soberbamente bem, tenho o dom da palavra, da escrita, sou um romancista do século XXI, um Eça Queirós inovador…pronto, como gosto de dizer a verdade, ela apenas me fez a sugestão do tema, na minha humildade eu é que gosto de pensar que é pelas características acima citadas! Quando me fez a sugestão a primeira pergunta que fiz foi “Queres que me ponha a falar se está a chover, se o clima está em bruscas mudanças, se faz sol…??? Mas isso é mesmo típico dos portugueses, é o tema mais usado como desbloqueador de conversas!” Foi aí que ela disse que não, que se referia ao tempo no sentido espaço-temporal, ao tempo que todo o mundo se queixa que não tem. Reflecti um bocado (cerca de 2 segundos, pois reflectir cansa a cabeça) e cheguei à conclusão que seria um bom tema, apesar de não ser de tão fácil abordagem quanto isso. Por isso aceitei o desafio… A verdade é uma, tempo é coisa que toda a gente diz que não tem (além de dinheiro…tirando os políticos que têm os dois), eu incluído…para verem, ao escrever este texto estou a perder tempo, que podia estar a ser usado para outras coisas mais rentáveis e que mais tarde não vou ter tempo para as fazer. Por isso é que eu acho que a questão do tempo, ou da falta dele, passa muitas vezes pela questão de prioridades e organização. Queixamo-nos da falta dele, mas se analisarmos bem as coisas, muitas vezes deixamos as prioridades para segundo plano. Enquanto estudantes, queixamo-nos da falta de tempo para estudar, mas temos tempo para estar a ver o episódio da novela, da série, ir ao café beber só um café, de dormir uma hora a mais…também nos queixamos da falta de tempo para sair à noite, para ir ao cinema, para sair com os amigos, mas mais uma vez, há quem prefira a novela ou as séries ou dormir mais um bocado. Enquanto trabalhadores, queixamo-nos da falta de tempo também para ir ao cinema, para estar com os amigos, para passear nas tardes de sol…citando mais uma vez as razões de cima, acrescento “quantas tardes de solarengas passamos metidos em casa a ver televisão ou a dormir?” Enquanto pessoas queixamo-nos da falta deste bem precioso a toda a hora…não temos tempo para estar com a família e com os amigos, para namorar, para ir ao cinema, para passear, para dormir, enfim, um rol de coisas mais. Eu concordo, também sofro deste problema…mas a verdade é uma, o dia “apenas” tem 24 horas…em 24 horas não cabem 30,40 horas. Há tempo para tudo, depende é da organização e hierarquização das prioridades. Não há tempo para estudar? Caramba, a taxa de reprovação é maior que a de aprovação? Não há tempo para ir ao cinema? Não é isso que eu vejo (e já não vou há muito). Não há tempo para sair às noites? Então porque é que a noite continua cheia de cafés, bares ou discotecas abertas? Não há tempo para namorar? Então estamos tramados que o futuro da população está em perigo, pois não há namorados!!! Não temos tempo para passear ao Domingo? Então porque estão shoppings e os outlets a abarrotar? Não há tempo para a família e para os amigos? Bem, aqui só quem for hipócrita…pelo menos é a minha maneira de ser e pensar. Para a família ou para um amigo arranjamos sempre tempo. Se eu digo a um amigo que não tenho tempo para ele, muitas vezes quanto mais precisa…é porque não é meu amigo. Claro que um amigo não pede a outro “deixa o trabalho (emprego), pois preciso de falar contigo”…diz “Pá, no final do trabalho vai um cafezito? Queria falar contigo.” É por isso que a falta de tempo é relativa, como tudo na vida. É verdade que existe…sempre existiu e sempre vai existir. Creio que é um problema para o qual não há solução…mas fica aqui a promessa, se a descobrir revelo-a ao mundo…com uma pequena comissão, mas revelo! Este texto às tantas não vai tanto no sentido pelo qual me pediram para escrevê-lo, mas eu apenas pego nas ideias…ao texto dou o sentido que quero! Ou pensam que podem mandar nas mentes livres deste blog??? P.S. – Estive aqui a escrever o texto e não tive tempo para ir lanchar…ou será que o podia ter feito? Não, não podia, senão podia não ter tempo para acabar o texto. Se não acabasse o texto não ia ter tempo para preparar o jantar, se não tivesse tempo para preparar o jantar depois não ia ter tempo para falar com os meus amigos…e se não tivesse tempo para falar com eles, não ia ter tempo para ver a série que vai dar…
Sinto-me: Sem tempo...
Roído por Queijo Jeitoso às 19:09

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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Amizade…

Amizade advém do latim amicus, que possivelmente derivou de amore (amar), ainda que se diga também que a palavra provém do grego. Existem várias definições, tais como “relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo”, “é compartilhar a vida com aqueles que amas, por mais diferentes que eles sejam”, “é quando não fazes questão de ti e te dás aos outros”, entre outras. No fundo, o que é um amigo? É uma pergunta para a qual não há só uma resposta, mas que qualquer uma delas envolve características similares. Eu, que me considero um afortunado pelos verdadeiros amigos que tenho, creio, na minha humildade, poder divagar um pouco sobre o assunto. Um amigo antes de mais, é um companheiro, alguém que mesmo estando ausente, conseguimos sentir a sua presença. Pela minha vida (curta) fora tive vários amigos ocasionais, mas apenas um pequeno grupo de “amigos para a vida”. Neste grupo, de quando a quando tenho o prazer de acrescentar alguém, mesmo assim insuficiente para poder considerá-lo grande. Estes são amigos e amigas especiais, aqueles que eu sei que estão comigo em todos os momentos, de festa e de tristeza. Sei que na alegria me dão palmadas nas costas, mas também sei que na tristeza vêm falar comigo, estar comigo, ouvir os desabafos… Um amigo não é aquele que vê outro a chorar e se afasta…antes se aproxima dele e pergunta-lhe “O que se passa? Que posso fazer para te ajudar?” Não fica à espera que o outro clame por ajuda. Amigo não é aquele que diz “sim” a tudo o que dizemos, não é aquele que tem medo de nos ofender com as palavras. É sim o que nos diz a verdade dele, que muitas vezes coincide com a verdade real, aquela que muitas vezes não queremos ver. Contudo, um amigo não é aquele que não nos deixa cair…um amigo avisa-nos, mas deixa-nos cair para aprender-mos por nós próprios as vicissitudes da vida. A diferença, é que está lá para nos amparar a queda ou para nos dar a mão, ajudando-nos a erguer novamente. Uma coisa é certa, os amigos não se evitam, pelo contrário, procuram falar, fomentar a amizade, conviver…independentemente da disponibilidade e distância. Fala alguém que tem verdadeiros amigos longe e que tem a certeza que quando estiver com eles faz a festa da saudade de quem não os vê há muito, mas com a naturalidade, confiança e intimidade de quem não os vê à um dia. A todos os meus verdadeiros amigos e amigas (eles sabem bem quem são) o meu sincero obrigado por o serem…e aqui fica a certeza que tudo farei para manter-vos ao meu lado.
Sinto-me: Com amigos...
Roído por Queijo Jeitoso às 17:26

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